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O Método Souyogui é um método terapêutico integrativo e educacional que utiliza o Yoga Terapêutico Integral como tecnologia de regulação do sistema nervoso.

O que significa sustentar a si mesmo na prática?

Atualizado: há 5 dias

o que significa sustentar a si mesmo : neuropsicologia

Há perguntas que parecem simples até o momento em que tentamos respondê-las.

O que sustenta você ao longo do dia é uma delas.


A resposta costuma surgir rapidamente. Alimentação. Sono. Exercício. Trabalho. Família. Talvez todas elas façam parte da resposta. Ainda assim, a sensação é de que algo permanece faltando. Talvez porque sustentar uma vida seja diferente de simplesmente mantê-la funcionando.


Existem dias em que tudo parece ter acontecido como deveria. As refeições foram feitas, as tarefas cumpridas, os compromissos atendidos. Mesmo assim, ao final do dia surge uma sensação de esvaziamento difícil de explicar.

Em outros momentos acontece o contrário. Uma caminhada curta, uma conversa inesperada, uma refeição tranquila ou alguns minutos em silêncio parecem devolver algo que estava faltando.


A vida cotidiana é cheia dessas experiências discretas e nem sempre prestamos atenção nelas. Fomos treinados a observar resultados, e poucas vezes aprendemos a observar aquilo que nos sustenta enquanto os resultados ainda estão sendo construídos.


Ao longo da história, diferentes culturas desenvolveram formas próprias de olhar para essa questão. Algumas voltaram sua atenção para a relação entre o ser humano e os ciclos da natureza. Outras observaram a influência dos alimentos, das emoções, do ambiente e das relações sobre a vitalidade. A ciência contemporânea segue investigando muitos desses mesmos fenômenos, explorando a influência dos ritmos biológicos, da microbiota, do sistema imunológico, dos vínculos sociais e da percepção sobre a saúde e o bem-estar. Apesar das diferenças de linguagem, existe uma observação recorrente atravessando todos esses campos. A vida é sustentada por diversos fatores sendo influenciada por diversas conexões.


Uma refeição não é apenas uma soma de nutrientes. Ela acontece em determinado horário, em determinado contexto, acompanhada de determinadas emoções, conversas, memórias e hábitos.


Uma caminhada não é apenas movimento. Ela também envolve luz natural, respiração, atenção, paisagem e a forma como ocupamos aquele momento.


Até mesmo o descanso parece carregar algo dessa complexidade. Nem toda pausa produz renovação. Nem toda atividade consome energia da mesma forma. Algumas experiências deixam o organismo mais disponível para o que vem depois, enquanto outras parecem prolongar uma sensação de desgaste. Por isso que duas pessoas vivendo rotinas semelhantes, muitas vezes experimentam realidades tão diferentes. Os acontecimentos importam, mas a forma como nos relacionamos com o que ocorre também.


O que sustenta uma pessoa é completamente diferente do que sustenta outra. Enquanto alguns encontram sua base na rotina e na estabilidade, outros precisam do movimento e da novidade para se manterem firmes. Mas, independentemente do que sirva de "sustento" para cada um, existe uma virada de chave comum a todos nós, que é quando aprendemos o real significado de sustentar a si mesmo.



O que significa sustentar a si mesmo

No fundo, sustentar a si mesmo é conquistar a sua própria liberdade. É quando você assume a responsabilidade pela sua vida e consegue encontrar o equilíbrio para se manter bem ao longo do tempo, seja praticando uma atividade, cuidando da sua alimentação ou sabendo lidar com suas emoções em dias ruins sem desabar.


Essa dinâmica humana não é tão diferente do resto da natureza. Se olharmos ao redor, uma árvore, por exemplo, não cresce apenas pela força das raízes. Ela depende do solo, da água, da luz, do clima e de uma infinidade de relações invisíveis que tornam seu crescimento possível.


Com os seres humanos acontece algo semelhante. Tudo o que sentimos, pensamos, comemos e vivemos está em uma conversa constante, mesmo que não percebamos isso de forma consciente. E os efeitos dessa conversa são bem visíveis:

Na disposição ao acordar.

Na clareza ao tomar decisões.

Na capacidade de lidar com imprevistos.

Na forma como atravessamos uma semana comum.


Talvez o autocuidado comece exatamente nesse ponto. Não como um conjunto de técnicas ou um projeto para se aperfeiçoar, mas como uma forma mais atenta de olhar para a própria experiência. É sobre reconhecer aquilo que amplia nossa disponibilidade para a vida, e também o que, aos poucos,  a reduz.

Essa percepção, na verdade, não aparece de uma só vez. Ela se desenvolve, assim como muitas coisas importantes na vida: por meio da observação.


É tudo um processo, sem pressa de chegar ao fim, sem a necessidade de transformar cada percepção em uma mudança imediata. Algumas compreensões amadurecem melhor quando ncontram espaço suficiente para serem percebidas.



Uma observação para esta semana

Muitas vezes a vida se sustenta através de relações. Quando essas relações favorecem o crescimento, tendemos a nos sentir mais energizados. Quando se tornam excessivamente desgastante, começamos a esvaziar nossa energia. As vezes não percebemos quando isso ocorre, nem sabemos como nomear, só sentimos menos entusiasmo, menos curiosidade, menos capacidade de recuperação.


Nos próximos dias propomos a você uma pausa breve.

Não para avaliar.

Não para julgar.

Apenas para perceber.

Ao final de uma refeição, de uma conversa, de uma atividade ou momento de descanso, perceba:


  • O que me sustenta?

  • O que me desgasta?

  • Isso ampliou ou reduziu minha energia para a vida?


Essas perguntas não exigem respostas imediatas. Elas funcionam como uma forma de ampliar sua consciência. Com o tempo você perceberá que determinadas refeições favorecem estabilidade e conforto, enquanto outras deixam um rastro de peso e indisposição. Alguns ambientes ampliam a sensação de espaço interno, outros provocam limitação.


O autocuidado começa quando reconhecemos aquilo que sustenta nossa vida na experiência concreta do dia a dia. Em uma sociedade que frequentemente associa cuidado a intervenções complexas, existe algo quase revolucionário em voltar a observar o que me ajuda, o que me apoia, o que me nutre, o que me faz continuar vivendo.


Para Souyogui a maior parte da vida não acontece em momentos extraordinários. Ela acontece nas refeições comuns, nas conversas breves, nos encontros, nas pequenas escolhas do dia a dia. São essas escolhas que somadas ao longo do tempo , sustentam quem nos tornamos.


Algumas percepções se tornam visíveis rapidamente. Outras precisam de mais tempo, contexto e observação. Em nosso Canal Autocuidado na Prática, toda semana publicamos uma reflexão sobre um tema da vida humana, e ferramentas simples e possíveis que te ajudam a desenvolver uma maior percepção durante a semana. Você terá acesso a algumas ferramentas gratuitas da Consultoria Souyogui para te ajudar a integrar a ciência no seu dia a dia.





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