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O Método Souyogui é um método terapêutico integrativo e educacional que utiliza o Yoga Terapêutico Integral como tecnologia de regulação do sistema nervoso.

Eixo intestino-cérebro: como alimentação, intestino e cérebro se comunicam

Foto do escritor: Souyogui
Souyogui
29 de mar.
4 min de leitura

Atualizado: 10 de set.

Vivemos a experiência de comer e sentir como se fossem acontecimentos separados. A ciência mostra uma relação muito mais integrada.



O intestino participa da digestão, da absorção de nutrientes, da comunicação hormonal e da atividade imunológica. Ao mesmo tempo, mantém uma comunicação contínua com o cérebro por diferentes vias, formando o chamado eixo intestino-cérebro.

Essa comunicação envolve o sistema nervoso, hormônios, mediadores imunológicos, metabolismo e a microbiota intestinal.

A alimentação participa desse ambiente.


O eixo intestino-cérebro

O eixo intestino-cérebro é uma rede de comunicação bidirecional.

O cérebro influencia funções gastrointestinais por meio do sistema nervoso e de mecanismos hormonais. O intestino, por sua vez, envia informações ao cérebro por vias neurais, imunológicas, metabólicas e endócrinas.

A microbiota participa dessa relação produzindo ou transformando diferentes metabólitos capazes de influenciar processos fisiológicos.

Isso ajuda a explicar por que alterações gastrointestinais podem acompanhar mudanças no bem-estar e por que estresse, sono e estado emocional também podem repercutir sobre o funcionamento intestinal.

A relação é dinâmica e acontece continuamente.



A microbiota participa dessa conversa

A microbiota intestinal é formada por uma comunidade complexa de microrganismos que interage com o organismo e com os alimentos que chegam ao intestino.

Fibras alimentares, por exemplo, podem ser utilizadas por determinadas bactérias para produzir ácidos graxos de cadeia curta, compostos envolvidos em processos metabólicos, imunológicos e na manutenção da barreira intestinal.

A composição da microbiota é influenciada por diversos fatores, incluindo alimentação, medicamentos, idade, ambiente e estilo de vida.

Por isso, falar sobre microbiota envolve olhar para o conjunto da rotina.

Não existe um único alimento capaz de determinar a qualidade dessa comunidade.


Alimentação e funcionamento cerebral

O cérebro depende de energia e de uma ampla variedade de nutrientes para funcionar adequadamente.

Proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas, minerais e outros compostos presentes nos alimentos participam de processos relacionados ao metabolismo energético, à formação e manutenção de estruturas celulares e à produção de moléculas envolvidas na comunicação entre células.

Alguns padrões alimentares apresentam associações mais favoráveis com indicadores de saúde mental e cognitiva, especialmente quando privilegiam alimentos minimamente processados, vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais, castanhas, sementes, peixes e outras fontes variadas de nutrientes.

A relação entre alimentação e saúde mental é complexa e envolve muitos fatores. Uma refeição isolada não determina humor, cognição ou saúde emocional.

O padrão construído ao longo do tempo importa.


Estresse, intestino e alimentação

A comunicação também funciona no sentido contrário.

Períodos de estresse podem modificar a motilidade gastrointestinal, a percepção de desconforto e outros aspectos do funcionamento digestivo. Alterações no sono e na rotina alimentar podem acompanhar esse processo.

Por sua vez, uma alimentação pouco variada ou inadequada às necessidades individuais pode comprometer a oferta de nutrientes importantes para o funcionamento do organismo.

Essa interação mostra por que alimentação, estresse, sono e saúde intestinal precisam ser observados dentro de um contexto mais amplo.


O que isso muda na vida cotidiana?

Compreender o eixo intestino-cérebro não significa transformar cada sensação digestiva em explicação para o estado emocional.

Significa reconhecer que o organismo possui diferentes sistemas de comunicação e que nossas escolhas cotidianas participam desse ambiente.

Uma alimentação variada. Horários relativamente previsíveis. Boa hidratação. Sono adequado. Movimento. Relações e condições de vida que favoreçam recuperação.

Tudo isso compõe o contexto em que o organismo funciona.


Da informação para a experiência

Conhecer a relação entre intestino, cérebro e alimentação pode modificar a maneira como olhamos para nossas escolhas alimentares.

A pergunta deixa de ser apenas qual alimento possui determinada propriedade e passa a incluir o padrão alimentar, a frequência, a variedade, o prazer, a praticidade e o contexto em que aquela alimentação acontece.

Essa é uma perspectiva importante da Alimentação Reguladora Souyogui®.

A alimentação pode ser compreendida como parte de um sistema de autocuidado que considera nutrição, metabolismo, ritmos, experiência e vida cotidiana.


A perspectiva Souyogui®

Na Souyogui®, o eixo intestino-cérebro é compreendido dentro de uma visão integrada do organismo.

Alimentação, intestino, sistema nervoso, metabolismo, imunidade, sono e contexto de vida estabelecem relações que ajudam a explicar a complexidade da experiência humana.

A proposta é aproximar esse conhecimento da vida cotidiana, permitindo que escolhas alimentares sejam construídas com mais consciência, variedade e coerência com a realidade de cada pessoa.


Experimente na prática

Este conhecimento pode começar pela própria refeição.

A Alimentação Reguladora Souyogui® transforma princípios de nutrição e integração fisiológica em preparações concretas, saborosas e possíveis de incorporar ao cotidiano.

Para este artigo, eu direcionaria para uma receita que tenha fibras, variedade vegetal, gorduras de boa qualidade e alimentos minimamente processados, permitindo que o leitor experimente o conceito em uma refeição real.


Conheça uma Receita da Alimentação Reguladora Souyogui® e leve o eixo intestino-cérebro para a mesa.


Quando sintomas gastrointestinais persistem ou existem alterações importantes de saúde, a avaliação de médico, nutricionista ou outro profissional habilitado é importante para investigar suas causas e necessidades específicas.


📚 Referências Bibliográficas


CRYAN, John F. et al. The microbiota-gut-brain axis. Physiological Reviews, v. 99, n. 4, p. 1877–2013, 2019. DOI: 10.1152/physrev.00018.2018.


MAYER, Emeran A.; TILLISCH, Kirsten; GUPTA, Arpana. Gut/brain axis and the microbiota. The Journal of Clinical Investigation, v. 125, n. 3, p. 926–938, 2015. DOI: 10.1172/JCI76304.


JACKA, Felice N. et al. Association of Western and traditional diets with depression and anxiety in women. The American Journal of Psychiatry, v. 167, n. 3, p. 305–311, 2010. DOI: 10.1176/appi.ajp.2009.09060881.

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